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19 de dezembro de 2016 às 08:00.

O ato público na Praça São Sebastião

Demanda histórica da categoria estudantil, a meia-passagem em Manaus teve sua luta iniciada em 1980 quando, em 2 de maio daquele ano, a União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas (UESA) e o Diretório Universitário da Universidade do Amazonas (DU) realizaram um ato público na Praça São Sebastião com a participação das pastorais Universitária e Operária, Gruta, UNE, PTB, PMDB, PT, entre outras entidades. A liderança do movimento se autodenominava “Comando de Luta pela Meia-Passagem”.

O Governo do Estado decidiu conceder o desconto no dia 13 de maio, porém, inicialmente foi de 25%, baixando de Cr$ 6,00 para Cr$ 4,50 o valor a ser pago. Havia o compromisso de que, quando a passagem chegasse aos Cr$ 9,00, o desconto seria de 50%. Em assembleia, os estudantes aprovaram a redução, ainda naquele mesmo dia.

O prefeito em exercício, vereador Raimundo Sena, enviou a Mensagem da meia-passagem à Câmara Municipal de Manaus no dia 14 seguinte. Após alguns adiamentos da sua votação, em 3 de junho os vereadores aprovaram o benefício estudantil, que passaria a vigorar a partir do mês de agosto (ressalte-se que oito dias após a aprovação da meia-passagem, a tarifa subiu para Cr$ 7,00). Também é válido se destacar que, ao regulamentar a venda dos passes escolares, o então prefeito José Fernandes limitou em sessenta a quantidade de passes para cada estudante, enquanto a categoria reivindicava o direito à aquisição de no mínimo cem passes.

Os primeiros passes emitidos continham uma série de restrições. Na hora de realizar cadastro, o estudante era obrigado a citar o nome da empresa de ônibus que ele utilizaria, e o passe adquirido valeria exclusivamente para viagens em ônibus daquela determinada empresa – limitando as opções daqueles que, por morar mais distante do local de estudo (especialmente alguns universitários), tinham que pegar mais de uma linha de ônibus para chegar à sala de aula. Os passes só eram válidos para uso durante o mês em que foram adquiridos (A Notícia, de 2 de agosto de 1980, p.04), e eram pessoais e intransferíveis.

Outra dificuldade para os estudantes era o fato de os passes serem vendidos apenas nas sedes das cinco empresas que então prestavam o serviço de transporte coletivo em Manaus – Viama, Monte Ararate, Ajuricaba, Ohana e Soltur (o nome da empresa emitente vinha impresso no passe). Os estudantes reclamavam das dificuldades para comprá-los, uma vez que tinham que pagar passagem para conseguir realizar a compra (na sede da Empresa Municipal de Transportes Urbanos, na Rua Monsenhor Coutinho) e o atendimento era repleto de burocracia e demorado (A Notícia, de 7 de agosto de 1980, p.05).

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