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27 de maio de 2017 às 13:57.

Percepções sobre a eleição suplementar de 2017 – Parte I

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Um destes quatro nomes deverá ser o governador do Amazonas na eleição suplementar de agosto de 2017: Eduardo Braga (PMDB), David Almeida (PSD), Amazonino Mendes (PDT) ou Marcelo Ramos (PR).
Tanto o senador Eduardo Braga quanto o ex-prefeito Amazonino Mendes não dependem da liberação da direção partidária, ao contrário de Marcelo, que é refém da decisão final de Alfredo Nascimento, e de David Almeida, refém do senador Omar Aziz. Alfredo e Omar são donos absolutos (até o momento) dos partidos PR e PSD, respectivamente. Partido é um cartório presidencialista: um manda e os outros obedecem.
Se Alfredo apoiar Marcelo, isso seria bom ou ruim para o deputado em 2018? Será que Alfredo acredita que Marcelo ganharia a eleição no segundo turno? Alfredo pretende ser senador novamente. E o que poderia ser bom para ele, então, de fato? A resposta: exigir que Marcelo seja vice na chapa de Amazonino ou de Eduardo.
Marcelo seria um estupido ou um gênio para aceitar tal proposta?
Outras questões: será que Omar se submeteria ao papel de abandonar Amazonino por David Almeida? Omar se posicionaria contrário à lógica de décadas de que no Amazonas não há espaço e nem deve existir mais do que três lideranças no poder: uma no governo, uma na prefeitura e outra no senado?
Se David Almeida for preterido, não poderá, por coerência, apoiar Amazonino e nem Eduardo. Seria ultrajante e falso, pelo que tem expressado em todas as conversas das últimas três semanas.
Até o dia 16 de agosto, teremos cabeças cortadas. Muito sangue escorrerá. Os decapitados ainda estão vivos e lutando para reverter o quase inevitável. Falo quase, porque, em nosso Estado, até boi voa.
O que está em jogo não são apenas os dezesseis meses de governo-tampão. O eleito hoje se tornará, automaticamente, o favorito para uma reeleição em 2018.
E ainda temos duas vagas para o senado, oito ou nove deputados federais e a renovação (que nunca acontece) da Assembleia Legislativa, que deverá passar pelo eleito no 2º turno da eleição suplementar, dia 27 de agosto de 2017.
E quem for governador irá detonar os adversários que possuem alguma força no jogo político. Uma guerra de extermínio está em curso, travestida, logicamente, de uma diplomacia em que todos conversam com todos. Um cinismo cultural intrínseco de nossos representantes.
Pouco provável que entre no jogo outro nome com viabilidade de superar os favoritos em voto, em articulação e em dinheiro.
Existe uma forte vontade da república parlamentarista instalada no Amazonas (representada pelos nossos nobres deputados estaduais) de que o Supremo reverta a decisão, para que a eleição seja indireta. Um escárnio, um acinte ao sentimento popular e à Lei. Estariam os 24 deputados querendo legitimar o “Governo Melo: Parte 2”, ou não? Melo foi cassado no momento em que detinha mais de 60% de rejeição. Continuamos vivendo uma gigantesca crise de gestão no governo do Amazonas.
É importantíssimo se afirmar que as regras eleitorais são as mesmas de outras eleições. Precisam os candidatos de tempo na TV e no rádio (isso depende do número de deputados federais que cada agremiação possui), de aliados no interior com boa “estrutura”, de produtora de televisão e rádio, de marqueteiros, cabos eleitorais e de diversos profissionais para as mídias sociais, material impresso e mais um monte de outros itens.
Em resumo: dinheiro, dinheiro e mais dinheiro. Aqui entram as máquinas administrativas, injetando energia em seus candidatos.
E será que haverá despesas cobertas pelo famoso “Caixa Dois”? Se você ainda acredita que este modelo está superado, não abuse da ingenuidade ao crer que o país mudou com a Lava Jato neste aspecto.
Teremos 2º turno e é aí que o jogo complica para um ou outro candidato. Não basta ir para a segunda etapa, vide o caso de Eduardo Braga em 2014.
Até breve!

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