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30 de maio de 2017 às 08:00.

Percepções sobre a eleição suplementar de 2017 – Parte III

O Brasil já possui 35 partidos registrados e mais umas cinco dúzias em formação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PMDB (de Eduardo Braga), com 63 deputados federais, é a maior bancada em Brasília. O PT (de Sinésio Campos) possui 58, seguido pelo PP (de Rebecca Garcia) com 47, e pelo PSDB (de Artur Neto) com 46.

O quinto maior partido é o PR (de Alfredo Nascimento), com 39 deputados, e o sexto o PSD (de Omar Aziz) com 37 deputados. Esses seis partidos totalizam 56,5% da Câmara dos Deputados. Por coincidência, são os mais envolvidos nas múltiplas denúncias da Lava Jato e outras operações, e comandam o processo sucessório do mandato tampão de governador no Amazonas, que deverá acontecer em 6 e 27 de agosto de 2017.

Na sétima posição temos o PSB (de Serafim Corrêa), com 36 deputados. Depois vem o DEM (de Pauderney Avelino), com 29 parlamentares, seguido pelo PRB (de Silas Câmara) na nona posição, com 23; em décimo o PDT (de Amazonino Mendes) com 19 deputados, e o PTB (de Sabino Castelo Branco) com 17, em décimo primeiro.

Pela legislação vigente, quanto maior a bancada, maior o fundo partidário e o tempo de propaganda que eles possuem. Aqui já começa a eleição antes mesmo dos candidatos existirem, com a vantagem para os maiores partidos.

Qual a diferença ideológica entre os dirigentes partidários no Amazonas? NENHUMA.

Todos já estiveram juntos em, ao menos, uma eleição, das últimas oito. Elogios, afagos, subserviência, cooptação e bajulação são características das suas relações no período eleitoral. Depois vem o ódio, a raiva, as denúncias, o sentimento de traição. Mas o amor sempre volta no pleito seguinte.

Até porque o interesse de todos é obter o poder, os cargos, a gestão dos contratos e, naturalmente, usufruir dos múltiplos benefícios oriundos e derivados.

Onde estão os grandes projetos, as propostas para o Amazonas, o conteúdo detalhado das ideias para a saúde, para a segurança e para a educação? Onde está o verdadeiro e consistente programa de governo que precisamos?

Provavelmente, mais uma vez não encontraremos, nesta campanha, nada consistente e tecnicamente bem elaborado. Frases velhas com roupagens novas é o que assistiremos nos próximos capítulos.

Sobrará para você votar nos eventuais atributos pessoais ou no menos pior dos dois que irão para o segundo turno, se isso for possível.

Trocamos os nomes a cada dois anos, mas não os métodos e os comportamentos.

O Amazonas não muda! Mas será que nunca mudará?

 

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