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30 de maio de 2017 às 17:30.

Percepções sobre a eleição suplementar de 2017 – Parte IV

O PSD do senador Omar Aziz conta com o deputado federal Átila Lins e os deputados estaduais David Almeida e Josué Neto.
Josué foi presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) por quatro anos e seu sucessor é David Almeida. David está afastado momentaneamente por ocupar o governo de forma interina.
Neto foi vice de Marcelo na eleição para prefeito, e agora se posiciona como o único homem de confiança com o qual Omar pode contar no partido para o arranjo que está em curso. Nos bastidores, Neto diz que não seria candidato em 2018 se ganhasse agora, passando, em hipótese, o bastão para Omar. Claro que tem de combinar isso com os eleitores antes.
David era o mais importante parlamentar do ex-governador José Melo, na Aleam. Ganhou a eleição para presidente dessa Casa Legislativa com o aval de Melo, e mantém, neste momento, toda a estrutura da administração de seu antecessor. Apenas uma dúzia de cargos foram modificados de fato.
A brincadeira no mundo político é a de que um governo só será realmente diferente no Amazonas, no dia em que Robério Braga for demitido.
A ex-primeira-dama, que controlava os cargos comissionados com as mesmas ferramentas da extinta KGB, não sofreu uma única baixa, em quase um mês. Tinha, pessoalmente, mais de 500 cargos para seus objetivos.
A grande alteração é no modelo de gestão compartilhada, em que alguns deputados mandam objetivamente em determinadas secretarias. Como exemplo, Ricardo Nicolau na saúde, Abadala Fraxe, na educação.
Esse grupo dentro da Aleam pressiona de várias maneiras o líder principal do PSD a aceitar a candidatura de David Almeida para governador na eleição direta.
O deputado David se posiciona como uma alternativa, com seu estilo já percebido por alguns setores da sociedade.
Almeida detém a chave do cofre que Melo parece ter deixado um pouco vazio em quatro dias. Isso tem sido o seu maior trunfo. Pode ajudar ou prejudicar um ou outro candidato.
Omar é linear e cartesiano no raciocínio de que o Amazonas precisa de alguém com experiência comprovada para retirar o Estado do caos em que o colocaram.
E quem colocou? O ex-governador Melo. E este, por efeito colateral, quase destruiu a carreira do senador. É bom se lembrar que Omar saiu do governo como o melhor governador do Brasil e derrotou o favorito Eduardo Braga com o azarão Melo. Ah, se arrependimento matasse….
Agora o eleitor sinaliza claramente que quer votar num projeto que resgate o Amazonas. Que não tenha nem de perto a cara do antigo governo.
Imagine você que durante os 25 dias de campanha eleitoral na televisão no primeiro turno podemos ter todos os candidatos como oposição ao passado recente.
Mas, o senador Omar Aziz sobreviverá na política escolhendo quais peças do xadrez nesta eleição?
Amazonino ou David.

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