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1 de dezembro de 2017 às 00:01.

#PESQUISA365 – 2018: Derrotas “inesperadas” e sustos em muita gente

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2018: Derrotas “inesperadas” e sustos em muita gente

A #PESQUISA365 apresenta o 2º estudo das eleições 2018 no Amazonas para os cargos de presidente, governador, senador e deputado federal. O período de campo ocorreu entre 23 e 29 de novembro, com 2.000 entrevistas.

Foram 1.200 entrevistados em Manaus e 800 nos sete maiores colégios eleitorais do interior (Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Coari, Tefé, Tabatinga e Maués). Essas oito cidades, incluindo-se a capital, representam mais de 70% dos votos válidos do Amazonas.

Para as eleições do dia 7 de outubro de 2018, a expectativa é de que, aproximadamente, 1,85 milhão de eleitores compareçam às urnas em nosso estado, tendo como base os pleitos de 2014 e 2017 (eleição suplementar).

Os estudos da #PESQUISA365 utilizam a estimativa em votos das porcentagens obtidas, o que significa que cada 1% equivale a 18.500 votos. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%, com grau de confiabilidade de 95%. Vamos aos números.

PRESIDENTE

Votos de 1ª opção

O ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de votos no Amazonas, com 36% contra 23% do deputado federal Jair Bolsonaro, quadro muito semelhante a outros estudos regionais e nacionais.

Na terceira colocação aparece o apresentador da Rede Globo de Televisão, Luciano Huck, com 12%. É válido se ressaltar que, no início do trabalho de campo, o – até então – outsider ainda mantinha a expectativa de uma candidatura presidencial.

Porém, na segunda-feira (27), Huck confirmou estar fora da disputa. Mesmo assim, é importante se dizer que sua rápida presença entre os possíveis candidatos já estava causando alterações na polarização do atual cenário político.

A grande questão agora é saber se ainda surgirá algum nome fora da política tradicional para disputar a presidência da República ano que vem.

Em quarto lugar aparece a ex-senadora Marina Silva (Rede) com 11%. Os demais nomes que foram colocados para avaliação conquistaram, juntos, menos de 7% das intenções.

Um desses nomes, o do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), obteve 1% das intenções. A respeito dos tucanos, no dia 9 de dezembro próximo haverá a convenção nacional do partido para definir a necessidade da realização de prévias para a indicação do candidato à presidência da República.

Caso as prévias tucanas sejam confirmadas com a participação de Arthur Virgílio Neto, a #PESQUISA365 deverá incluir o nome do prefeito de Manaus na próxima pesquisa para presidente.

Intenções de votos do interior

Por se tratar de uma pesquisa estadual, é natural que aconteçam algumas variações quando comparadas as intenções de votos da capital e do interior.

É o caso, por exemplo, dos pré-candidatos Lula e Bolsonaro, que tiveram um empate técnico em Manaus, com 30% para o petista e 29% para o deputado federal. Entretanto, os números advindos das cidades do interior fizeram com que, no percentual final, Lula abrisse uma diferença de mais de dez pontos em relação a Bolsonaro.

Entre os participantes da pesquisa, 9% não votariam em nenhum dos nomes apresentados, um sentimento natural de repulsa ao atual momento da tão combalida política brasileira. Os indecisos somaram 2%.

Votos de 2ª opção e rejeição

Os entrevistados disseram que Marina Silva é o nome mais forte como 2ª opção de voto, com 20% das intenções. Luciano Huck é o segundo (14%) e Lula o terceiro (12%). Somando-se as duas opções, Lula atinge 48% de potencial de votos no Amazonas, número maior do que o conquistado em outros estados.

Quanto a Jair Bolsonaro, apesar do excelente desempenho entre os eleitores amazonenses na 1ª opção, ele apresenta números não muito significativos na 2ª opção, com apenas 7%, o que o deixa com um potencial de votos de 30%.

No que se refere à rejeição, é extremamente natural que a imagem de Lula esteja bastante “arranhada” por causa das acusações que tem recebido na operação Lava Jato, o que lhe concede o título de mais rejeitado, com 27% (que não chega a ser tão alto quanto em outras unidades federativas, onde ele alcança a faixa dos 40%). Jair Bolsonaro, com 12%, Geraldo Alckmin, com 11%, vem em seguida.

Cenário sem Huck

Com a desistência de Luciano Huck, podemos calcular o deslocamento das intenções de votos obtidas pelo apresentador na 1ª opção para a 2ª opção. O resultado seria Lula com 39%, Jair Bolsonaro, com 25%, Marina Silva, com 15%, e os demais outros candidatos com 8,5%.

Três cenários de 2º turno

O primeiro cenário coloca, frente à frente, os dois candidatos que possivelmente deverão polarizar a eleição presidencial em 2018: Lula e Bolsonaro. O ex-presidente venceria por 51% a 38%, quase a mesma diferença registrada entre os dois no voto de 1ª opção.

No cenário 02, formado por Lula e Luciano Huck, o petista venceria novamente, porém, com um desempenho menor do que no anterior: 49% contra 38%, diferença de 11%. E quando confrontamos Lula e Geraldo Alckmin em um terceiro cenário, a diferença pró-Lula foi acachapante: 57% a 21%.

GOVERNADOR

A definição dos nomes para compor um estudo eleitoral para o cargo de governador é muito difícil neste momento. Excetuando-se o governador Amazonino Mendes (PDT), que apresenta uma natural condição para ser candidato à reeleição em 2018, todos os demais nomes ainda não são candidaturas materializadas.

Para que pudéssemos acompanhar uma determinada tendência, decidimos repetir o primeiro cenário que apresentamos na 1ª pesquisa publicada no início de outubro, na qual foram sugeridos, além de Amazonino, outros três nomes: do presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida (PSD), do ex-deputado Marcelo Ramos (PR), candidato majoritário nas eleições de 2014 e 2017, e do vice-prefeito Marcos Rotta (PSDB).

O ex-governador interino David Almeida tem se posicionado fortemente como contraponto ao atual governo e possui uma agenda com ritmo de um candidato majoritário.

Marcelo Ramos é uma possibilidade por conta da sua persistência em disputar eleições majoritárias. Quem sabe, agora, fora do seu atual partido, o PR, já que o deputado federal Alfredo Nascimento, presidente regional da legenda, deverá descartar qualquer desejo do seu afiliado e tentará sucesso em uma candidatura ao Senado (diga-se de passagem, ao lado de quem menos se espera).

Quanto a Marcos Rotta, este não possui, hoje, um pré-projeto de candidatura, porém, ela é totalmente plausível quando há a possibilidade de o prefeito Arthur Virgílio Neto decidir não concorrer a nenhum cargo e concluir o seu mandato. Seria totalmente normal o vice-prefeito se lançar candidato ao governo do Estado ou a uma das duas vagas para o Senado Federal pelo PSDB com o apoio da máquina administrativa Municipal.

Votos de 1ª opção para governador

É válido lembrar que a nossa primeira pesquisa, em outubro, foi realizada somente na capital, ao contrário desta de maior abrangência. Entretanto existe uma estabilidade nos números, já que os resultados da 2ª pesquisa apresentaram pequenas variações, porém, todas dentro da margem de erro de 2,2%.

Amazonino obteve 30% (28% na capital e 33% no interior), quase dois pontos a mais que na anterior. David Almeida foi o segundo, com 21% (22% a capital e 20% no interior). Marcelo Ramos ficou na terceira posição, com 15% (16% na capital e 14% no interior), e, na quarta colocação, Marcos Rotta aparece com 13% (16% na capital e 10% no interior). Dos 2.000 entrevistados, 14% disseram não votar em nenhum desses nomes, enquanto que 7% não souberam responder.

Em relação às variáveis de controle (sexo, idade, escolaridade e religião), Amazonino obteve o melhor desempenho entre as pessoas da última faixa etária (acima de 45 anos) e de menor escolaridade. David conquistou uma excelente performance entre os eleitores com nível superior de escolaridade. E Marcelo Ramos, entre os eleitores mais jovens.

Para compreender a real situação de Amazonino Mendes em relação ao mês de agosto, quando obteve 38,8% dos votos válidos no 1º turno em 2017, podemos afirmar que ele mantém a sua fatia original, sem ganhos e sem prejuízos, com 37,7% dos votos válidos nesta 2ª pesquisa.

Votos de 2ª opção e rejeição

Neste 2º estudo nós incluímos uma segunda opção de voto, na qual Marcos Rotta é o mais citado, com 20%, o que representa um potencial de votos de 33%. David Almeida foi o segundo, com 19% (40% de potencial de votos), seguido por Marcelo Ramos, que obteve 16% (31% de potencial), e por Amazonino Mendes, com 12% e potencial de 41%.

Esses resultados sinalizam a probabilidade de haver um 2º turno pela terceira vez seguida em uma eleição para governador do Amazonas, o que tornará esse pleito muito complexo, menos polarizado do que na maioria das eleições e com forte tendência de mudança provocada pela permanente insatisfação do eleitorado amazonense.

Com 26%, Amazonino foi o nome com maior rejeição, seguido por David Almeida, com 9,3%. O destaque vai para Marcelo Ramos que diminuiu de 28,4% em outubro para 16,8%, enquanto que Marcos Rotta foi rejeitado por 12,4% nesta 2ª pesquisa.

SENADORES

Antes de tudo, faz-se necessário explicar que, nas pesquisas eleitorais para duas vagas de senador, o entrevistado tem direito, logicamente, a duas escolhas (1º voto e 2º voto). Logo, a porcentagem apresentada nas tabelas deverá, obrigatoriamente, totalizar 200%, nunca 100%.

Fazemos questão de explicitar isso porque, no dia 7 de outubro de 2018, quando da divulgação dos boletins do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, os candidatos vão aparecer com a soma dos dois votos.

Outra observação é que, em relação à pesquisa de outubro, que continha oito nomes, neste segundo estudo a #PESQUISA365 repetiu sete personagens e retirou Alfredo Nascimento, pois a atual conjuntura política aponta uma tendência maior de que o deputado federal pelo PR se candidate à reeleição.

Votos de 1ª opção para senadores

Rebecca Garcia (PP) alcançou a primeira posição, com 42%. Em segundo vem o senador Eduardo Braga (PMDB), com 38%, seguido de perto pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, que conquistou 37% das intenções de votos.

Ou seja, os três nomes empatados tecnicamente. Bastariam apenas dez dias de campanha tradicional dentro do horário eleitoral gratuito para que essas colocações pudessem se alterar. Nem Rebecca e nem Arthur estão em campanha, ao contrário de Braga, que está trabalhando para a sua reeleição e é de quem se espera um melhor desempenho neste momento.

A ex-superintendente da Suframa possui um bom recall, oriundo da eleição suplementar, porém, Rebecca não possui a mesma estrutura que Braga e Arthur teriam se, eventualmente, ambos confirmassem suas candidaturas ao Senado.

Do ponto de vista histórico das eleições no Amazonas, o favoritismo ao peemedebista e ao tucano seria elevado, pois Rebecca teria grandes dificuldades de se manter, vide o desempenho dela na eleição de 2017, que estava em pleno processo crescente, no entanto, uma semana antes da eleição, sua candidatura “desidratou”, o que a fez perder vários pontos percentuais e inviabilizou sua ida para o 2º turno.

A outra vaga que estará em disputa no ano que vem pertence, atualmente, à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que aparece na quarta colocação, com 24%. A situação da comunista vai se afunilando para uma derrota quase certa.

A fatia obtida por Vanessa neste estudo está na faixa intermediária. Assim como ela não pode ser alcançada pelos candidatos que estão abaixo do seu percentual, Grazziotin também está distante do pelotão de cima.

É bem possível que o PCdoB local lance Vanessa como candidata, mesmo diante de uma perspectiva de derrota. Tudo para ajudar o projeto nacional da candidatura da deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila, à presidência da República pelo Partido Comunista do Brasil. Grazziotin vai para o sacrifício?

Plínio Valério (PSDB), Praciano (PT) e Pauderney Avelino (DEM) receberam indicações que os colocam, neste momento, aquém de qualquer possibilidade real de conquistarem uma das vagas de senador.

Inclusive, é válido se destacar que Pauderney, nome que hoje é o de maior relevância do grupo do governador Amazonino Mendes para concorrer ao Senado, está pagando o preço por sua atuação parlamentar pró-Temer.

Seu desempenho é o espelho de um governo que possui apenas 3% de aprovação pela população brasileira. Provavelmente, deverá recuar para uma candidatura a deputado federal.

No geral, o cenário das eleições de senador se mostra ainda indefinido. Não há a menor garantia de que Eduardo Braga se reeleja ou de quem poderia ocupar a outra vaga. Até porque, é possível que surja outro player fora dessa lista e altere os resultados.

David Almeida, por exemplo, que possui um excelente desempenho na disputa para governador, poderia optar pelo Senado Federal, o que complicaria a vida dos atuais possíveis postulantes.

Rejeição

Quanto à rejeição, Eduardo Braga é o que possui maior taxa, com 22%, seguido de Arthur Virgílio Neto, com 17%, Vanessa Grazziotin, com 14%, e Pauderney Avelino, com 13%, os quatro primeiros colocados.

DEPUTADOS FEDERAIS

O Amazonas possui oito vagas para deputado federal e, em 2018, a tendência é de que haja uma renovação de, no mínimo, 50%, independentemente das regras eleitorais. O mínimo de votos necessários para obter uma das vagas ficará em torno de 90 mil.

O dado mais sintomático desta 2ª pesquisa é o caso da jornalista Liliane Araújo (atualmente sem partido), que concorreu na eleição suplementar para governador. Na primeira pesquisa, ela obteve 10% das intenções de votos em Manaus e ficou em terceiro lugar na disputa para a Câmara Federal.

Entretanto, ao aceitar o cargo de secretária-executiva do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza, a convite do governador Amazonino Mendes, ela mostrou desconhecimento da história política amazonense, que pune quem se vincula a um político no poder, depois de ter feito um discurso de oposição ao mesmo.

Como exemplo, podemos citar o apresentador Nonato Oliveira, que concorreu contra Amazonino em 1994 para a eleição de governador e deu trabalho para Mendes durante a campanha. Resultado: Amazonino venceu o pleito, cooptou Nonato para o seu lado, e este acabou “sumindo” eleitoralmente. Há dezenas de outros casos semelhantes e com o mesmo final.

Essa falta de capacidade de continuar na oposição, de manter um discurso de coerência – uma característica que é local – fez com que Liliane pagasse um preço: ela despencou do terceiro lugar em outubro para o oitavo nesta pesquisa, com 4%. Quem sabe, a jornalista poderia ser uma das novidades na Câmara Federal em 2018. Agora, dirige-se para uma candidatura de deputado estadual.

Por outro lado, a surpresa positiva é o apresentador Wilson Lima, que estreou (ou estrearia) na política como vice de Marcelo Ramos em 2016, na eleição para prefeito de Manaus, porém, foi “convidado” a deixar a vaga para Josué Neto.

A postura mantida por Wilson, à margem do establishment do poder, o levou à condição de ser uma das caras novas como deputado federal. Ele é o segundo nas intenções de votos, com 13%.

Se não cometer o equívoco de sair em uma chapa ou partido ligado ao poder, poderá vir como um representante da mudança, da renovação que está no sentimento do povo amazonense.

Assim como nos números para o Senado, Rebecca Garcia também foi a mais mencionada para deputado federal, com 16% das intenções. A outra representante do PP, Conceição Sampaio, manteve-se bem posicionada na terceira colocação, com 9%.

Independentemente da TV ou dos seus três anos de trabalho parlamentar em Brasília, o que pesa nos números de Conceição são três votações fundamentais: o impeachment de Dilma Rousseff e os dois votos favoráveis à investigação do presidente Michel Temer. Bastou manter um nível de coerência sintonizado com o sentimento da sociedade para deixar Conceição Sampaio numa posição de ser reeleita.

A quarta colocação é de Alfredo Nascimento graças ao seu desempenho positivo no interior do estado, que o possibilita a condição de também ser reeleito, isso, dependendo da coligação que seu partido fará no ano que vem.

A seguir, temos o deputado estadual José Ricardo (PT), na quinta colocação, com 7%, com um fortíssimo apelo oposicionista e de sucesso, vide o resultado da eleição suplementar em Manaus para governador. Está apto a ser um dos quatro novos nomes da “renovação”.

Hissa Abrahão (PDT), Silas Câmara (PRB) e Liliane Araújo aparecem empatados tecnicamente. Mas, aqui, vale uma ressalva: se a pesquisa fosse realizada em todos os 61 municípios do interior, com certeza, Silas estaria entre os cinco primeiros colocados.

Sua força eleitoral está exatamente na capilaridade que possui nas cidades interioranas e no trabalho que ele faz junto às lideranças desses municípios. Silas tem uma reeleição garantida.

Já o deputado Hissa dá sinais de pleitear uma candidatura a deputado estadual e não concorrer à sua reeleição, que é 100% dependente do governador Amazonino.

Na sequência, aparecem os nomes de Serafim Corrêa (PSB), Carlos Souza (PSD) e Pauderney Avelino. Serafim deve optar pelo caminho mais confortável da reeleição para deputado estadual e indicar o seu filho – Marcelo Serafim (PSB) – para federal.

Carlos Souza deve concorrer a deputado estadual e indicar para federal o seu sobrinho Willacy Souza, filho do falecido Wallace Souza.

Pauderney, que possui o sonho de ser senador há muitos anos, encontra-se em grave dificuldade de viabilizar esse projeto ao Senado. E para se reeleger pela sétima vez a deputado federal, dependerá mais uma vez da estrutura de Amazonino Mendes como governador.

Entre os demais nomes pesquisados, podemos destacar dois: o deputado Átila Lins (PSD), que possui a carreira parlamentar mais longa do Amazonas, porém, deverá perder sua primeira eleição no ano que vem; e o deputado Sidney Leite (PROS), que terá quatro meses como secretário do atual governo do Estado para viabilizar os acordos e apoios que sustentem sua candidatura a federal.

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