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5 de fevereiro de 2015 às 09:30.

Série Especial – Movimento da Discórdia Baré (MDB)

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ARTHUR VIRGÍLIO NETO DIZ QUE FÁBIO ESTÁ ACABANDO

“No Território Livre de 24/1/80, saiu publicada nota do jovem jornalista Antônio Corrêa”, disse a A NOTÍCIA Arthur Virgílio Neto, “que por sinal, não me despertou a atenção no dia da publicação, chamando o meu companheiro, compadre e amigo José Bernardo Cabral de escorregadio. Em seguida, li, em outro jornal desta cidade, artigo assinado pelo vereador Fábio Lucena, em que este tenta obscurecer a pública solidariedade de Cabral à luta dos democratas que, no PMDB, enfrentam, de peito aberto, o fascismozinho provinciano e infantil de Lucena”.

Afirma, ainda, Arthur Neto, que sua união política com Bernardo Cabral é fruto de uma reunião de fatores que transcendem até a amizade. “Esta, que é enorme, conta e conta muito, mas não se pode misturar amizade com a política, que, de fato, é ciência e precisa ser tratada objetivamente, por pessoas sérias”.

E prossegue: “Segundo o vereador, que se perde entre a falsa valentia – esta será facilmente desmentida no momento azado, pois quem sabe, faz a hora – e o sentimentalismo demagógico e barato, tanto Cabral quanto Félix Valois são seus amigos. Ora, quanto primarismo… não digo que não sejam, mas, apenas e peremptoriamente, que nem um nem outro tem qualquer afinidade política com o eterno vereador. A campanha de 1978 foi prova disso. As próximas campanhas confirmarão 1978 e, para não irmos longe, a marcha da reformulação partidária deixa isso claro. Houve época em que Lucena contou com muita gente no Amazonas, eleitores, Cabral, Valois, José Dutra, etc. Hoje, o quadro é outro, o cheiro que é de decadência do lamentável Don Quixote.

“Voltando a Cabral, quero discordar, de público, do futuroso jornalista Antônio Corrêa e, claro, endossar as colocações feitas no dia seguinte pelo ex-deputado Arlindo Porto. Dou sincero depoimento: Cabral não é ou jamais foi escorregadio. Profundamente inteligente, sabe agir com cautela nos momentos necessários, sem, contudo, abdicar do dever de ser corajoso e leal. Hábil, excelente articulador – a prova disso reside na sua recente eleição para a Secretaria Geral do Conselho Federal da OAB – Bernardo cresce a cada minuto no cenário político nacional. Responsável, é incapaz de bravatas que, depois, redundem em recuos e choradeiras; é diferente, portanto, do eterno vereador Lucena, campeão dos desgastes, das inimizades e das atitudes levianas”.

Concluiu Arthur: “Eis o depoimento que queria prestar. Não me sentiria bem se não o fizesse. Sobretudo porque é preciso ser coerente com o apoio decidido que me emprestou Cabral – não é o caso de opção, mas de decisão, disse o grande jurista para repormos a liderançazinha de Fábio Lucena no seu devido e restrito lugar”.

“Quando a este último cidadão, recomendo-lhe a virtude da paciência – quem não sabe esperar não pode ser líder de nada – porque temos encontro marcado na hora a ser escolhida por mim; afinal, cabe a quem raciocina com clareza jogar o melhor xadrez. Sinto que o Amazonas está para se ver livre das polêmicas estéreis e fúteis em que, não raros, se envolvem políticos do nível, evidentemente baixo, do apressado confuso e certamente nada corajoso vereador Lucena. Depois dessa, Fábio sentirá o chão – já não estará sentindo, ao olhar para o lado sem ver os antigos companheiros: Queiroz, Dutra, Valois, Bernardo, Arlindo, Evandro, Paulo Sampaio, etc.? – lhe fugir dos pés. Tenho pena, mas assim é preciso. Coloquei o vereador numa prateleira e vou pegá-lo quando quiser. Lembre-se o néscio da agonia da mosca, presa na teia da aranha; não há alternativa, não há saída. Ele que espere, se possível comportadinho, que eu o recolha para lhe punir as traquinagens. Há os que apenas mexem as pedras de dama e, em contrapartida, os que sabem jogar xadrez…”

Transcrição do Jornal A Notícia de 26 de janeiro de 1980.

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