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10 de fevereiro de 2015 às 09:30.

Série Especial – Movimento da Discórdia Baré (MDB)

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RESPOSTA AO BIFRONTE!

Francisco G. Queiroz

Há vários meses, um pusilânime que se esconde sob o pseudônimo de Eça de Assis, no jornal “A Crítica”, move gratuitamente uma campanha do achincalhe contra mim, a que respondia com o desprezo, que alimento pelos covardes.

Meses volvidos, feito advogado do meu colega de bancada Samuel Peixoto, que era outra vítima constante de suas felonias, interpelei judicialmente a Direção do matutino, para exibir o livro de registro dos pseudônimos, a que estava obrigado pela Lei de Imprensa. O referido jornal respondeu que não tinha o livro, reclamado através da justiça, mas informou que o utilizante do pseudônimo era o Deputado Federal Mário Frota.

Apesar de haver cumprido apenas com o meu dever de advogado e de colega de Parlamento, o Sr. Mário Frota, metido no capuz do pseudônimo de Eça de Assis, volta a agredir-me de maneira insensata, o que me obriga a reagir, pela primeira vez, inspirado pelo “animus retorquendi”, contra as protérvias do articulista no qual não se sabe o que é maior – se a covardia do escrevinhador sem mérito, ou a insidia do político, que se oculta atrás de um pseudônimo, como o salteador nas trevas, para ferir pelas costas os antigos companheiros de Partido, ou prestar serviços aos detentores do Governo, quando não semeava a cizânia, a discórdia e a desconfiança.

Pelos elogios descerimoniosos à sua pessoa, alguns não tem duvida de que se trata realmente do Deputado Federal, que faz a sua carreira política à custa do cabotinismo cínico e desenvolto, ou então do sacrifício da honra dos seus amigos companheiros; outros chegam a admitir que se trata de algum lambaio, covarde até a medula, que para escapar ao cutelo da lei, se vale das imunidades do Deputado Federal; seja ele ou não o utilizante do pseudônimo, a manobra solerte e safada, desmoraliza ostensivamente o sr. Mário Frota, pois se fosse um homem honrado e tivesse respeito pelos seus correligionários, jamais se esconderia sob a mascara do pseudônimo, ou emprestaria o manto de suas imunidades a um sicário da pena, para apunhalar a honra dos seus companheiros, que ele não ousa enfrentar de viseira erguida!

Por outro lado, diante da manifestação oficial da empresa, que não foi até hoje contestada, não há por que criar dúvidas sobre a verdadeira identidade física do utilizante do pseudônimo: por isso, prefiro responder ao sr. Mário Frota, e não propriamente ao Eça de Assis, que é apenas um nome sem rosto.

O referido pseudônimo é um verdadeiro latrocínio literário, pelo qual Mário Frota, que nunca escreveu nada, surripia o primeiro nome do escritor português Eça de Queiroz, e o segundo nome do romancista brasileiro Machado de Assis, sem possuir nenhuma qualidade dos dois ilustres homens de letras, porque Mário Frota, que tem cara de bocó, não passa de um mequetrefe, que entrou por uma porta da Faculdade de Direito e saiu por outra com um diploma debaixo do braço, devido à falta de vigilância dos inspetores da sala.

Além de indesculpável do ponto de vista literário, esse procedimento, do ponto de vista político é igualmente nefando, indigno e asqueroso, de que nunca se teve notícia nos anais da história política do Amazonas.

Ele, que até há pouco tempo, acusava os seus colegas de adesistas, deixou cair a máscara de meio governista, porque usava o disfarce do pseudônimo para defender o Governo do Estado e do Município, em troca sabe-se lá de quê. Ele, que até ontem se arrogava ao papel de articulador político, foi flagrado com o punhal da traição na mão de bandido. Mas, que se poderia esperar de um homem sem escrúpulo e sem critério que,  anos volvidos, agrediu os foros de decência desta cidade, quando disse, “pelas colunas do jornal que emporcalha com a sua fotografia, que prostituíra a mulher do amigo e do correligionário? Mas que se poderia desejar de um oposicionista covarde e pérfido, que fez relatórios injuriosos aos seus colegas de Partido, divulgando-os na imprensa do Sul, tachando os seus companheiros de Partido, que hoje recusam a sua companhia indesejável, como corruptos, maconheiros, receptadores de furto e exploradores de lenocínio? Mas, que se pode dizer do Catão de lama, que acusava seus colegas se de venderem ao Governo do Estado, mas não acusava o Governo de corrupção ativa, quando se sabe que não há corrupção ativa sem corrupção passiva?

A falta de qualquer acusação contra mim, – o energúmeno, que não sabe fazer uma petição de direito sobre o mais trivial assunto, pois ainda pensa que infantaria é sinônimo de infanticídio, procura desnobrecer a minha reputação profissional, repetindo a balela de que eu expulsara uma mulher do meu escritório por ser pobre.

Assim como tirei a máscara ao Mário Frota, escondido atrás de um pseudônimo, vou também desmascarar, através de processo criminal, o poltrão que está por trás desta pobre mulher, que foi recebida e ouvida por mim, porque faço do exercício da advocacia um verdadeiro sacerdócio!

Em função desse ideal, tenho defendido, até mesmo perante o Júri Popular, leprosos, tuberculosos e miseráveis. Agora mesmo, como advogado dativo, presto assistência a um homicida absolutamente pobre, que está ficando cego na Penitenciária, sem nenhuma assistência medicamentosa!

Como se vê, recebo toda e qualquer pessoa, no meu escritório ou na minha casa, pobre ou rica, sabia ou leprosa, mas não recebo Mário Frota, que foi proibido por mim de comparecer à minha residência, porquanto o mesmo sofre de um processo de esclerose física e imoral galopante e irremediável!

Por fim, o babaquara me trata por Grego Antigo. De fato, tenho na alma o esplendor da Grécia Antiga, porque amo a beleza, as letras e as artes, que são herança da civilização helênica, mas tu, pascácio, só tens vocação para saprófago! (Procura saber, no “Pai dos Burros”, o sentido do termo, e verás que ele se aplica como uma luva à tua personalidade enfermiça!).

P.S.: volto a repetir que, toda agressão de Eça de Assis, eu revidarei com mais vigor ainda, segurando pela gola o sr. Mário Frota, a fim de esfregar as suas mixórdias nas próprias fuças. É verdade que ando de pijama, mas na minha casa, e tu andas de cuecas nas passarelas políticas!

Transcrição do Jornal A Notícia de 29 de janeiro de 1980.

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