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29 de janeiro de 2015 às 09:30.

Série Especial – Movimento da Discórdia Baré (MDB)

COLUNA DO REDATOR BIÔNICO – BIANOR GARCIA

Aparentemente pode parecer difícil de resolver essa parada no ex-MDB do Amazonas, hoje retalhado em três ou quatro fatias. Mas ninguém se iluda que a menor é a de Fábio e Mário Frota. O deputado Fernando Coelho pode tirar essa dúvida se fizer o teste de São Thomé: é só reunir todo mundo que está filiado e mandar votar, secretamente, para ver quem tem maioria. A Oposição tem tudo para vencer as eleições municipais, pelo menos em Manaus, porque o seu maior eleitor, o governador José Lindoso, cada vez mais se afunda no vazio. Dividida e brigando, porém, como está não chega lá de jeito algum. Vejam vocês o seguinte: Gilberto Mestrinho, no PTB, tem a maioria da força na mão, 30%. O bloco Joel Ferreira, no PP, tem 20% e bloco Fábio Frota, 10%. Se todos se unissem ganhariam disparado com 60%. Divididos como estão, quem ganha é Lindoso com apenas 40%. Será que é preciso ser gênio para entender isso gente?

O pior de tudo é que o bate-boca descambou para o insulto, para a ofensa, para a acusação descabida, como aquela de dizer, por exemplo, que Arthur Neto é “gente” da Ditadura e do SNI. A de alijar Francisco Queiroz por que é “inimigo do meu patrão”, essa então, santo Deus. Queiroz é um político e um parlamentar que já devia estar em Brasília como Deputado Federal há muito tempo. Pena que ele não possa passar um dia sem comer farinha do Arini ou tenha ojeriza só em pensar em mudar de Manaus para o Planalto. É o tipo do cara que não gosta de viajar, não gosta de avião e não gosta de se ver longe de seus amigos, dos caboclos que o elegem a vida inteira. Mas logo Queiroz que, por ser fiel à Oposição e ao ex-MDB, foi “crucificado” por um governador como João Walter, importado do Sergipe, o mesmo que queria viajar de ônibus pelos rios Purus, Madeira e Juruá? Fábio, que já vinha se desgastando com a condenação que sofreu do Tribunal, com a derrota que lhe impôs a “Fazendas Unidas” do Grupo Di Carli, com a perda de velhos amigos que o acompanharam, o que ele falou perante Ulysses, Brossard, Ramalho e tantos outros vultos nacionais da Oposição, completou a decepção. Se ele tiver cabeça, esfria, do contrário vai se esborrachar a partir daqui.

Transcrição do Jornal A Notícia de 24 de janeiro de 1980, p. 07.

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