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28 de janeiro de 2015 às 10:53.

Série Histórica das Eleições de 1976

MÁRIO ANTÔNIO CONTINUA ASSESSOR. PAULO DESAUTORIZA FALA DE AQUINO.

Antes da sessão ordinária de ontem, na Assembleia Legislativa, o Segundo Secretário Deputado José Costa de Aquino, solicitou do Presidente em exercício, Deputado Gláucio Gonçalves a retirada de plenário do Assessor da bancada do MDB, Bacharel Mário Antônio da Silva Nascimento, dizendo que fora demitido, segundo o requerimento que ele, Deputado Aquino, apresentara no dia anterior, solicitando esta providência.

O parlamentar Glaucio Gonçalves informou que o requerimento do Deputado Costa de Aquino fora aprovado quanto ao pedido de informações, mas não referente a nenhuma demissão e que o Sr. Mário Antônio continuava como funcionário da Assembleia Legislativa.

O Deputado José Belo Ferreira, da Arena, levantou a questão de ordem de que o Sr. Mário Antônio continuava como Assessor de Liderança Parlamentar do MDB e que uma das prerrogativas do cargo era permanecer em plenário durante as sessões. O Deputado Damião Alves Ribeiro, da Oposição, manifestou-se em apoio ao Deputado José Belo Ferreira.

Com a presença do Sr. Mário Antônio, foi então iniciada a sessão.

DISCURSO

Já ao final do grande expediente, o Deputado Costa de Aquino subiu à tribuna para discursar. Nas suas primeiras palavras, ofendeu com impropérios o bacharel Mário Antônio, que continua como Assessor de Liderança Parlamentar do MDB. Imediatamente o Presidente Gláucio Gonçalves fez soar a campainha, pedindo ao parlamentar oposicionista que evitasse usar termos impróprios, ofensivos ao decoro do plenário.

O Líder do Governo, Homero de Miranda Leão, solidarizou-se com a moção de censura da Presidência.

O Líder do MDB, Deputado Paulo Sampaio, levantou-se para uma questão de ordem e desautorizou, em nome da bancada, o discurso que se iniciara, dizendo que não concordava com seus termos e com sua posição.

CINZEIRO

Completamente fora de si, o Deputado José Costa de Aquino desceu da tribuna, sob descontrole emocional, atacou o Líder Paulo Sampaio, acusando-o de “vendido” e de “comunista”, aliado ao Sr. Mário Antônio.

O irmão de Deputado Costa de Aquino, que se encontrava em plenário, procurou acalmá-lo e, ao mesmo tempo, solidarizar-se com ele, dizendo que havia outros meios para resolver a questão.

A sessão foi interrompida por vários minutos.

Transcrição do Jornal A Crítica de 06 de outubro de 1976 p. 05.

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