7 de outubro de 2016 às 09:00.

Amostras e amostras

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Assim como no primeiro turno, a diferença entre os números já está acontecendo de novo.

Lamentavelmente, o debate sobre as pesquisas volta ao centro das conversas. É uma discussão inútil por não possuir base teórica. O achismo do senso comum supera qualquer observação, minimamente, necessária à melhor interpretação.

Como explicar, por exemplo, que, na variável “Escolaridade”, a quantidade de pessoas com nível superior é de 12% ou de 35%, quando os dados oficiais dizem ser 23%. Imagine que no campo se entreviste 49% de mulheres, e elas representam 53%. E as pessoas que têm renda familiar de mais de 5 mil reais com apenas 2% numa amostra, enquanto o mínimo seria de 10%. Estes exemplos simples servem para nos explicar as múltiplas deformidades que podem acontecer no resultado de certas pesquisas.

Lá, no dia 30 de outubro, o eleitor é quem definirá o futuro prefeito, e não as pesquisas.  Elas são fotografias importantes, mas não substituem o cidadão.

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