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23 de janeiro de 2015 às 11:00.

Série Especial – Movimento da Discórdia Baré (MDB)

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Coluna do Redator Biônico – Bianor Garcia

“Realiza-se hoje em Manaus a primeira reunião para formar o Partido Democrático Social (PDS), o “Partido do João”, que substitui a ex-Arena, o presidente da Assembléia, deputado Belo, incumbido pelo biônico Raymundo Parente, é o coordenador. Nenhum deputado do ex-MDB passará para o governo, mas não se tem a mesma garantia disso, dentro da Vereança, onde alguns oposicionistas foram “cantados” ou manifestaram “espontânea” vontade de colocar o passe à venda. Até agora só há um problema aparentemente emergente dentro da ex-Arena, o do deputado Carlos Paiva, que estaria chateado com muita coisa, quando ele expõe, com realismo, essas mágoas ou restrições, todos lhe dão razão. Paiva não estaria disposto a bater palmas assim facilmente para tudo que Lindoso ordenasse. O pior é que Carlos Paiva é o relator da comissão de inquérito que investiga os devedores remissos do Estado. Consequentemente, não foi um bom negócio para o governo.

Já o ex-MDB, hoje PMDB, só mudou de sigla. A Salada é a mesma. A intriga, a futrica e os ódios continuam. Quatro correntes o dividem: uma ala contra de Fábio, Mário Frota e Evandro, uma ala a favor de Fábio e Mário Frota, uma ala que segue por trás das bombas, as ordens de Joel Ferreira (que fundou o PP mas continua com raízes e forças no PMDB) e, finalmente, o senador Evandro – a quarta – sozinho, querendo impor uma liderança retardada. Não é preciso duvidar que mais uma vez, do jeito que está, o ex-MDB vai morrer na beira. O deputado Francisco Queiroz, por exemplo, estaria inclinado a ficar no PMDB, mas já antecipou que é contra Fábio e Mário Frota. O mesmo poderia acontecer com o vereador Davi Rocha, na Câmara Municipal, onde a maioria da Oposição ficará com Joel, no Partido Popular (o partido dos banqueiros, como é conhecido).

O pau vai cantar mesmo dentro do ex-MDB é quando chegar a eleição de 1982: Evandro quer ser o candidato à reeleição ao Senado, sozinho. Fábio também. E desde hoje a briga permanece, porque ambos são inimigos, os menos votados estão temerosos de fechar com o PMDB se o caldeirão continuar fervendo. Por enquanto a guerra se desenrola nos bastidores das confabulações e mutretas. Mário Frota, em Brasília – comentam os observadores – dissera, num fuxico, a Ulysses Guimarães, que Evandro brigou com todo mundo dentro do partido e, por isso não podia ser líder de coisa alguma, o que de certo modo é verdade. Evandro soube disso e disparou para Manaus para provar o contrário. E pegou logo a assinatura de Francisco Queiroz. Mas ao procurar Messias Sampaio, com o mesmo objetivo, ouviu dele: “Olha, Evandro, eu não sou teu inimigo, não temos problemas entre nós dois, mas a verdade é que idêntica moção de apoio eu já assinei em favor de Mário Frota”. É esse o panorama geral. Como vai terminar? Quem sabe?”

Transcrição do Jornal A Notícia de 17 de janeiro de 1980, p. 07.

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