23 de dezembro de 2015 às 11:30.

Uma breve e despretensiosa leitura da pesquisa

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Artur Neto obteve 30,3% das intenções de votos na pesquisa estimulada, o que representa aproximadamente 325.571 eleitores (base de 1.075.000 eleitores). Sua posição de destaque pode ser classificada de maneira isolada dentro do primeiro bloco com doze candidatos ao cargo de prefeito. O deputado federal Marcos Rotta com 14,0% se consolida na segunda colocação. Em todas as pesquisas que realizamos ao longo do ano, tanto as que divulgamos quanto aquelas para consumo interno, Rotta sempre se manteve nesta posição, até o momento é favorito para disputar o segundo turno com o atual prefeito. Em terceiro lugar o deputado Hissa Abrahão, com 10,5%, posição que eventualmente perde conforme o cenário dos nomes disponibilizados. Rotta e Hissa, por seus desempenhos, pertencem ao segundo bloco.

A partir da quarta até a sétima colocação o desempenho de cada candidato oscila dentro da margem de erro de 3%. Nesta rodada, Henrique Oliveira é o quarto colocado (7,1%); Serafim Corrêa o quinto (6,7%) e Marcelo Ramos (6,2%) é o sexto colocado, formando assim o que chamaremos de terceiro bloco. No quarto bloco, o bloco dos 2%, aparece Sabino Castelo Branco (2,4%), Chico Preto (2,3%) e Praciano (2,2%). O quinto bloco é composto por Eron Bezerra (1,3%), Abel Alves (1,1%) e Luiz Castro (0,7%).

O destaque da pesquisa fica por conta do elevado percentual da opção NENHUM DELES (Nulos e Brancos), com 13,4%. Esse percentual pode ser explicado pelo próprio cenário político que diariamente nos sobressalta com novos escândalos, e faz com que o eleitor se decepcione ao extremo com a classe política. Ocorrendo elevado número de votos Nulos e Brancos no dia 2 de outubro de 2016, os três candidatos lideres serão os mais beneficiados sobre a ótica dos votos validos, observe que Artur sai de 30,3% para 35,7%.

A pesquisa perguntou dos eleitores, qual seria a sua segunda opção caso a sua primeira escolha não concorresse ou ele mudasse de voto por qualquer razão. As respostas desta pergunta servem para auferir o potencial de voto de cada candidato (1ª opção + 2ª opção). Artur Neto fica com 8,2% na segunda opção. Se somarmos esse resultado aos 30,3% da primeira opção, seu teto, hoje, é de 38,5%. Marcos Rotta com 14,0% da primeira opção e mais 17,0% da segunda opção atinge o teto de 31,0%. Hissa Abrahão tem um potencial de 24,5% e Henrique Oliveira de 18,9%.

Ao longo dos 280 dias que nos separam do primeiro turno da eleição de 2016, o quadro de hoje será bem diferente, por mudanças dos eventuais candidatos, pela conjuntura, pelas alianças políticas e pela tradição de que, em Manaus, nos dez dias que antecedem qualquer eleição, o eleitor (de 12% a 18% do eleitorado) revê o seu voto, por razões ideológicas, coercitivas, apelativas, interesses pessoais, apelo de amigos e parentes, enfim, por diversos outros fatores que permitem as viradas fantásticas que presenciamos ao longo da história eleitoral manauara.

Ao aferirmos a rejeição dos pré-candidatos, o ex-deputado Sabino Castelo Branco tratou de absorver a rejeição de todos os demais concorrentes, inclusive daqueles que, historicamente, têm um índice de rejeição maior. Se Sabino não estivesse relacionado como candidato a sua rejeição de 32,6% se diluiria entre os demais. Serafim ficou em segundo e Artur em terceiro, o ônus de quem esteve ou está no poder.

Para fechar as perguntas eleitorais perguntamos quem tem mais CHANCES DE GANHAR. Nesse caso o líder também se beneficia e Artur alcança 38,7%. Em segundo temos o candidato Hissa (12,4%), ultrapassando o candidato Rotta (11,0%) uma inversão de posições, fruto de uma percepção subjetiva do eleitor, que às vezes diz votar num candidato e acredita que outro ganhará.

No quesito AVALIAÇÃO DO PREFEITO DE MANAUS, Artur Neto teve, na soma das opções ÓTIMA e BOA, 41,4% (Aprovação). No conceito REGULAR 24,0% e sua reprovação foi de 32,3% (RUIM e PÉSSIMA). É importante registrar que aproximadamente 30% dos que aprovam sua gestão não votam em Artur neste momento. Este fato ocorre com todos os políticos que estão no cargo e concorrem a reeleição. No calor da disputa, em agosto de 2016, este quadro poderá mudar.

A avaliação de José Melo caminha em outro sentindo, sua rejeição e de 42,7% e somente 19,9% aprovam sua gestão (lembrar que obteve 59% dos votos em Manaus). A expressiva queda de arrecadação de quase 2,5 bilhões de Reais neste ano, a ausência de reajuste para os servidores públicos , as inúmeras divergências entre o governo e as diversas categorias, corte de pessoal, redução dos programas de políticas públicas essenciais ao cidadão para se adaptar à gravíssima crise e ainda vivendo uma agenda negativa de denúncias de corrupção e até da cassação do seu mandato, sem um contra ponto minimamente compensatório, as dificuldades econômicas e a falta de uma boa dose de criatividade na sua relação com a sociedade produz os números da rejeição.

Pesquisa é uma simples fotografia que revela num flash o sentimento dos entrevistados. Seu tempo de validade é efêmero. A tendência dos políticos é rejeitar toda a informação eventualmente negativa ou não tão favorável aos seus desejos e interpretações da realidade.

A #PESQUISA365 ao divulgar este estudo, cumpre seu papel de democratizar e ajudar a sociedade a perceber o que ocorre na matriz política local.

Nos cruzamentos existentes no relatório que está disponível clicando AQUI, você encontrará algumas preciosidades para compreender o universo da sucessão de 2016.

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