19 de julho de 2018 às 10:17.

Amazonino, o Midas ao contrário

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Podem reclamar de tudo do senhor Amazonino Mendes, menos da capacidade criativa que ele possui. A novidade agora é a chamada Secretaria do Futuro, destinada, como ele mesmo diz num vídeo seu no Instagram, para “jovens competentes, lúcidos e brilhantes que se formam na UEA, mas ficam desempregados”.

Em toda a sua história política, Amazonino Mendes sempre foi um ilusionista ao nível do grande David Copperfield. Um Mister M, que sempre cria fantasias e factoides às vésperas de eleições ou em final de mandatos.

Só para refrescar a memória dos mais novos, foi Amazonino quem criou o chamado Terceiro Ciclo, na época, palavras dele, “a salvação do interior do estado”. Um fracasso retumbante.

Criou o Instituto Superior de Estudos da Amazônia, que ia contribuir para a concepção de um novo pensamento sobre a Amazônia e o Amazonas. Quebrou. Nunca deu certo.

Criou a Universidade dos Trópicos Úmidos “para conceber e formular propostas indutoras capazes de produzir ciência agregada ao conhecimento tradicional dos povos amazônicos”. Não vingou. Foi autor de inúmeros outros programas de menor porte, porém, a maioria ou não saiu do papel ou fracassou.

Ou seja, Amazonino é um Midas, mas ao contrário: o que ele toca não vira ouro, vira outra coisa.

E a nova ilusão da vez é a Secretaria do Futuro, aproveitando-se da ingenuidade daqueles que ainda conseguem acreditar nos seus projetos “revolucionários” (palavra sensacionalista que ele mais gosta de usar).

Essa secretaria é mais uma invencionice de Amazonino Mendes que não vai levar a canto nenhum. Mais um truque do mágico Negão.

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