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A Borracha XXXIX

Acende um fogo de lenha e sementes de palmeiras silvestres (Ouricuri, inajá, babaçu etc.), donde se desprende espessa fumaça, que o seringueiro cobre com um funil defumador, cujo ápice aberto fica para cima. Assentando-se ao lado do defumador, o seringueiro mergulha uma cuia na bacia onde se acha o látex e derrama-o na forma ou na vara, que a seguir expõe à fumaça do defumador. Formada a primeira película, repete a operação quantas vezes for preciso, acumulando películas sobre película, até obter uma bola ou péla, de peso variável, havendo-as desde uns 5 quilos até mais de 40. Quando o “fabrico” é de pelas volumosas, o seringueiro apoia a vara ou “taniboca” dupla sobre forquilhas fixadas ao solo, fazendo-a girar sobre o defumador.

O rendimento do seringueiro varia conforme a localização do seringal. Nos “médios” e “baixos rios, cerca de 400 a 500 quilos por safra, nos “altos rios” 600 a 700 quilos nos “altos rios-zonas encachoeiradas” uns 900 ou 1.000 quilos.

Por Durango Duarte

Nascido em Cachoeira do Sul/RS veio com sua família para Manaus em 1975. Empresário, pesquisador, publicitário e autor de livros.