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populares Amazonas, Manaus, Durango Duarte, Blog do Durango
27 de agosto de 2017 às 22:45.

A vitória dos ausentes, dos insatisfeitos e dos esgotados é um excelente sinal para a carcomida elite política

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Os números do 1º e do 2º turno da eleição suplementar indicam o enorme desejo explícito de mudança na política, antes mesmo da posse do governador Amazonino Mendes e sua tentativa de um bom governo.

O maior vitorioso neste processo eleitoral foi o descontentamento, o repúdio, a desilusão, através daqueles 603.914 eleitores que se abstiveram (25,8%), dos 342.280 que anularam (14,6%) e dos 70.441 que votaram em branco (3,0%). Somados, eles totalizaram 1.016.635 pessoas, o equivalente a 43,4% do total de eleitores do Amazonas (2.338.886).

É esse exército majoritário – e, por enquanto, desorganizado e sem referência – que vai as urnas em 7 de outubro de 2018 com muita sede de mudança. Rejeitará ou desconfiará, naturalmente, da maioria das primeiras medidas deste novo governo.

E a eles serão adicionados os 539.318 eleitores que optaram por Eduardo Braga no 2º turno (23,1%), representando, assim, juntos, 66,5% do total, ou seja, 1.555.953 eleitores que passarão a exercer uma criticidade mais contundente ao vencedor.

Mendes se elegeu com exatos 782.933 votos (33,5%). Isso o coloca na condição, quase que obrigatória, de acertar todos os dias durante este curto mandato (486 dias mais precisamente). Sua base de apoio popular é restrita e vinculada a outros políticos que podem seguir novos caminhos a qualquer tempo.

A quantidade de erros deve ser mínima, porque é mais fácil perder o “amor” daqueles que optaram pelo 12 do que conquistar a simpatia da maioria absoluta que foi contrária.

Antes de assumir o governo em outubro, Amazonino vai sinalizar, facilmente, o rumo do seu projeto para organizar – ou não – a casa (o governo). Observem quem serão os membros de sua equipe do primeiro e segundo escalão do governo. Esse será o grande ato inicial do seu sucesso ou do fracasso.

Nos quase duzentos cargos-chave de toda a máquina administrativa, existe, hoje, uma elevada participação de incompetentes e/ou impudicos. É muito pequena a renovação de nomes e métodos, o comprometimento com a coisa pública é baixíssimo. Existe uma triste tendência de se governar com as piores indicações possíveis, muitas vezes, oriundas de acordos com partidos e políticos. E para piorar, existem, ainda, os amigos do “chefe”, que são, com as devidas exceções, um desastre.

Uma assepsia generalizada e uma dose de competência na nomeação destes cargos colocariam Amazonino Mendes no rumo certo. Torçamos para que, nos próximos dias, as luzes da experiência e da sabedoria o façam trilhar pela coragem efetiva de mudar. Caso contrário, o movimento “Volta Negão!” pode, em alguns meses, mudar para o “Fora Negão!”.

Em tempo: no dia 15 de agosto, afirmei, peremptoriamente, que Amazonino Mendes seria o governador eleito, portanto, doze dias antes do resultado final de hoje. Aqui está o link do artigo (clique aqui), para registro histórico de nossa capacidade analítica, fruto de uma única pesquisa publicada no dia 10 de agosto (clique aqui para conferir), na qual o resultado é diferente em apenas 1,9% do número final da eleição.

Que os detratores sejam consumidos, lentamente, pelo veneno da própria inveja.

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