25 de junho de 2019 às 00:10.

O que acontece com a entrada de Eduardo?

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O resultado da sétima pesquisa eleitoral para prefeito de Manaus desenvolvida pela iMarketing procura antecipar os fortes movimentos políticos dos bastidores, testando, a cada estudo, nomes e quantidades diferentes de possíveis candidatos.

Se na rodada anterior foram colocados 18 nomes para serem avaliados, nesta pesquisa nós diminuímos para 12, incluindo o senador Eduardo Braga (MDB) e suprimindo alguns que já estão se despedindo do jogo eleitoral antecipadamente.

É válido se ressaltar que, ao longo dessas sete rodadas, já testamos os nomes de mais de 20 políticos, entre eles, o do ex-governador Amazonino Mendes (PDT).

Independentemente da viabilidade de qualquer um deles para 2020, o que está em questão é a sucessão do governador Wilson Lima (PSC). O futuro prefeito e seu concorrente no 2º Turno se habilitarão a atores principais em 2022.

O efeito Eduardo

Eduardo Braga alcançou sua reeleição de senador com 200.004 votos na capital (4º lugar) e 407.282 no interior (1º lugar). Luiz Castro (Rede) teve 258.338 votos a mais do que Braga em Manaus, mas perdeu por 25.733 no total final.

Eduardo é considerado, por muitos, como carta fora do baralho para os próximos anos, e alguns afirmam, com segurança ou desejo, que a eleição de 2018 foi sua última vitória.

Óbvio que o problema da carreira do senador reside em Manaus. Concorrer a prefeito para ir ao 2º Turno e neste obter entre 40% e 45% dos votos válidos faz da derrota uma vitória. A história está repleta desses casos.

Estimulada (1ª opção)

David Almeida (Avante) permanece líder em todos os estudos, obtendo agora 17,2%. Eduardo atingiu 15,6% da intenção estimulada de voto, José Ricardo (PT) 12,6% e Marcos Rotta (futuro Democratas) 11,8%. Almeida e Braga estão empatados, dentro da margem de erro.

Braga, Zé e Rotta também estão empatados tecnicamente, com diferenças irrelevantes.

Quando analisamos o potencial de votos (duas opções de escolha dadas ao entrevistado), os quatro nomes ficam equilibrados, entre si: David 29,1%, Eduardo 24,1%, Rotta 22,8% e José Ricardo 20,9%.

Eduardo possui a maior rejeição (31,9%), seguido por Alfredo Nascimento (PR) com 20,1%. Dos favoritos de hoje, David detém uma baixíssima reprovação: 2,9%. Porém, a denúncia recente, envolvendo sua curta administração como governador, poderá impactá-lo, daqui a algumas semanas.

Os demais nomes pesquisados possuem um padrão de desempenho semelhante em todas as pesquisas. Há um segundo bloco (que pode ter de dois a quatro nomes, dependendo de quem entra em cada estudo) que atinge de 4 a 7%, e um terceiro, com menos de 3%.

O novo versus a experiência

O desejo de votar em alguém com mais experiência (50,1%) tende a levar o eleitor a escolhas mais tradicionais. O denominado nome novo, a nova política, um nome fora dos partidos tradicionais, perdeu o apelo neste primeiro semestre, e todos sabem os motivos.

Eduardo sendo candidato mudaria o comportamento de Arthur Neto (PSDB). As alianças seriam concentradas no tempo de televisão que cada partido detém, a comparação das administrações passaria a ser obrigatória, entre outros fatos.

Lógico que todas as palavras deste artigo perdem sentido se Braga não concorrer. A racionalidade técnica da pesquisa está longe dos ódios e amores.

Cenários de 2º turno

Escolhemos três cenários, com Eduardo Braga versus os favoritos de todas as pesquisas anteriores. Os resultados foram David Almeida 47,1% x Eduardo Braga 36,9%, diferença de 10,2%; José Ricardo 43,4% x Eduardo Braga 39,5%, diferença de 3,9%; e Marcos Rotta 43,2% x Eduardo Braga 35,8%, diferença de 8,4%.

No pior cenário para o senador, ele obteria 44% dos votos válidos. Quem sabe a razão da possibilidade de ser candidato esteja explicada, apesar de não ser declarada ou até mesmo negada.

 

Confira o Relatório Completo

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