12 de junho de 2019 às 08:45.

O melhor raio X para 2020

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A verdadeira força de cada nome para a eleição de prefeito de Manaus em 2020 foi fotografada na sexta pesquisa da iMarketing, divulgada nesta quarta-feira, 12. É o maior estudo realizado na capital amazonense, com a participação de 18 players.

Com uma amostra de 2.000 entrevistas e margem de erro de 2,2%, a porcentagem conquistada por cada um é a representação objetiva da dimensão eleitoral dos nomes selecionados.

Manaus terá, no mínimo, 12 candidatos, tendência inequívoca. Hoje, os políticos estão abrigados em 32 partidos ávidos a ocupar um pedaço do poder municipal e também uma ou mais vagas das 41 disponíveis na Câmara Municipal.

A liderança

O ex-deputado estadual David Almeida (Avante) segue na liderança, com 15,0%. Essa é a sua estatura “real” neste estágio do jogo. Em um cenário recente, com dez nomes de menor densidade eleitoral, obteve 28%.

O maior dilema do seu projeto será seu posicionamento em relação à atual administração. Dos nomes que estarão no 2º Turno, pelo menos um canalizará o sentimento de oposição, ou até mesmo, os dois. Atitude e coerência podem vencer estruturas e dinheiro.

Alguns candidatos flertam e acreditam que o apoio do atual prefeito Arthur Neto – e até de Amazonino Mendes, de maneira discreta – poderá fazer a diferença. E podem fazer mesmo. No entanto, o risco de apoios de bastidores é perder a imagem de “independência” que estão vendendo hoje.

Quando adicionamos a segunda intenção de votos (8,8%) à primeira, David alcança um potencial de votos de 23,8 pontos percentuais. Sua rejeição de 6,9% é baixa. Ele possui, ainda, uma vantagem em relação à maioria dos pretendentes: está em campanha há sete meses, enquanto que outros estão apenas no tablado do teatro de balões de ensaio.

A disputa

José Ricardo (PT), com 9,1%, e Marcos Rotta (sem partido), com 9,0%, estão empatados. O petista perdeu alguns pontos em relação aos estudos anteriores, muito pela presença de Vanessa Grazziotin (PCdoB), Serafim Corrêa (PSB) e outros que trafegam na mesma fatia da pizza ideológica. Rotta manteve seu desempenho graças, provavelmente, à sua volta para a televisão.

Tempo de TV, imagem de oposição e de honestidade, e uma altíssima e comprovada capacidade de chegada, são pontos a favor de Zé Ricardo.

Já o vice-prefeito tem recall forte e boa atuação na televisão, porém, possui o desafio de explicar para os eleitores sua relação com Arthur.

Rotta saiu do MDB de Eduardo Braga, filiou-se ao PSDB, rompeu com Arthur na última eleição ao ficar com Amazonino, voltou a apoiar Arthur e agora, novamente, é oposição.

Um detalhe: ele é o atual vice de Arthur e, em 2016, foi o personagem das imagens vitoriosas da coligação “Por uma só Manaus”, lembram? Rotta já tem partido para concorrer: o DEM de Pauderney Avelino.

Quanto à segunda opção de voto, José Ricardo e Marcos Rotta possuem performances semelhantes, ou seja, potencial de 14,1% e 15,8% e rejeição de 7,7% e 9,0% respectivamente.

Terceiro bloco

Conceição Sampaio (PSDB), com 6,9%, Capitão Alberto Neto (PRB), com 5,5%, Serafim Corrêa, com 5,4%, e Alfredo Nascimento (PL), com 5,2%, formam o bloco dos que obtiveram mais de 5%.

Em quarto lugar nesta pesquisa, Conceição depende do itinerário de Arthur, que, diga-se de passagem, tem dado pequenos sinais de não pretender ter candidatura própria, comportamento de proteção aos seus objetivos para 2022.

No 2º Turno, ele atuará de um lado, com absoluta certeza. No 1º, poderá contribuir com, até, três projetos. Conceição pode compor um desses projetos. Isso depende do poder de transferência que Neto terá em julho de 2020.

O deputado federal Alberto Neto é conectado ao seu colega Silas Câmara. O PRB pertence ao pastor, o que torna o capitão dependente dos interesses de Silas.

Para recuperar o auge da presença da segunda maior igreja em Manaus na política, é relevante ter um bom nome no processo eleitoral para, inclusive, eleger vereadores da Assembleia de Deus.

Os nomes dos ex-prefeitos de Manaus, Serafim e Alfredo, possuem uma adversidade em comum: a elevadíssima rejeição. Quando somadas as duas opções da pergunta “Em quem não votariam de jeito nenhum”, Alfredo é rejeitado por 35,0% e Serafim por 33,4% dos entrevistados.

O PL (antigo PR) de Alfredo ainda pode jogar com Marcelo Ramos ou esperar que Arthur o apoie. O PSB perdeu David e pode forçar Serafim a ser candidato para a sobrevivência da legenda. Serafim é muito preparado tecnicamente e dará nó na cabeça dos novatos quando o assunto for os números da PMM.

Um detalhe especial: provavelmente, não haverá debates na televisão por causa do excesso de candidatos que, por lei, as emissoras convidariam. Um caos que deverá ser evitado.

Outros rumos

Luiz Castro (Rede) obteve 4,8% e Hissa Abraão (PDT), 4,0%. O primeiro foi defenestrado. O poder lhe fez mal em todos os sentidos. Derreteu o patrimônio de votos conquistados em 2018, na sua candidatura ao Senado. Possivelmente, não tem e não terá o apoio do governador Wilson Lima. Vai tentar sobreviver no cargo de secretário de Educação, mesmo com os múltiplos desejos dele ser abatido.

Quanto a Hissa, este lutará para compor com outro concorrente. Quer recomeçar sem os atropelos que cometeu. Já foi vice de Arthur em 2013. Seu desafio é o de se mostrar útil para outro projeto.

Quinto bloco

Josué Neto (PSD), com 2,9%; Bosco Saraiva (SD), com 2,7%; Alessandra Campelo (MDB), com 2,4%; Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 2,1%; Delegado Pablo (PSL), com 1,6%; Chico Preto (PMN), com 1,4%; Wilker Barreto (Podemos), com 1,2%; Felipe Souza (Patriota), com 0,6%, e Rondinely (PSTU), com 0,1%.

A título de comparação, esses nove nomes juntos totalizam 15,0%, número igual ao desempenho de David Almeida.

A maioria dos componentes deste quinto bloco precisa da visibilidade proporcionada por uma eleição majoritária, a fim de ajudar em suas reeleições em 2022 e auxiliar os candidatos a vereador de seus partidos. Os que obtém de mil a três mil votos são os melhores cabos eleitorais na eleição seguinte.

Vanessa não será candidata. Os quadros tradicionais do PCdoB sofrem de fadiga de material e se veem obrigados a renovarem seu plantel.

O PSL pode apresentar outro nome, como o empresário Romero Reis, que já foi avaliado em nossas pesquisas e obteve 0,5%. Eles convivem próximos do delírio, imaginando que Bolsonaro elegerá “postes” Brasil afora.

Novos

O Partido Novo terá candidato e outras duas legendas estão trabalhando com a ideia de lançar nomes. Assim que definirem seus players, essas agremiações partidárias deverão ser testadas nos estudos da iMarketing.

O fato

O sentimento pela Experiência (51,5%) superou o desejo por Nomes Novos (33,2%). Na sequência histórica, a diferença atual é de 18,3%, a maior de todas. Uma tendência que vai se consolidando.

Não desprezem essa variável.

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